Rodado entre os anos de 2007 a 2010, Nos Tempos da São Bento é um documentário que busca a memória coletiva do hip-hop. Um dos intuitos é resgatar a memória daqueles que fizeram a História do Hip-Hop, ocupando por vários anos o espaço do Metrô São Bento, no centro da cidade de São Paulo. Minuciosa, a estrutura discursiva nos leva ao conflito com o esquecimento; o ato social de se apagar fatos, pessoas e grupos da história. É justamente este conflito, apresentado através do exercício da narrativa, que se transforma em ação dramática, onde a personagem principal é a memória coletiva.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Últimas entrevistas



Aos 45 do segundo conseguimos entrevistar dois integrantes do grupo Elétric Boogies. Nos Anos 80 Ricardo ganhou destaque, por seus passos de dança e por ser o mentor do grupo que gravou um LP e viajou o Brasil, mostrando a novidade da dança.

Fotos: Guilherme Botelho

3 comentários:

  1. O Primeiro!
    Diga-se de passagem, se não fosse eu... esse grupo não existiria, rsrs
    Se não fosse eu Ricardo Cruz Moreira... o break não teria entrado no brasil em meados de 1982.
    Foram quase cinco anos de sucesso e fama, graças a minha pessoa. Eu posso falar isso porque nós do Electric Boogies arrebentávamos por onde quer que fosse. Não tinha pra ninguém. Eu cheguei a dançar em cima do carro de um playba lá no guarujá, rs, fodeo com o carro do cara mas parou a praia à noite. Nós entravamos em qquer lugar de graça e consumiamos idem. Pois onde estivessemos o lugar lotava e dava ibope pra casa. Nós estivemos em quase todos os canais de tv e quase todos os programas de auditório da época, inclusive revistas e jornais. Tinhamos shows em todo o brasil e teve uma ocasião em que viviamos de ponte aérea em pequenos aeroportos, viajávamos de mono-motor pelo interior de Sampa e etc, rsrs era o maior barato ver o Renilsom vomitando no saquinho do avião, quiá quiá quiá! Mas o bom de tudo isso é que eu pude transformar a vida desses quatro mulekes; Renilson, Paulinho, Claudinho (MC Edy Murph) hoje, e Marcelo, que acreditaram no mesmo sonho que eu; arrebentar no break-dance. Tivemos nosso momento de fama que não foram só 15 minutos, mas sim 5 anos! E até uns dias atrás eu estava num show de Djs, quando escuto o "LP" que gravamos tocando, fiquei surpreso mesmo quando o cara me reconheceu e quiz tirar fotos comigo e pegar meu autógrafo, rs. É os dinosauros do break estão por aí e quem se lembra daquela época nunca mais esqueçe, era tudo magia, fama e dança.
    Foi bom viver todos os romances e aventuras, a minha luz era dançar e amar a vida, pois éramos adolescentes sem muita coisa na cabeça a não ser a dança.
    Acho que ajudei um pouco a solidificar as pilastras do carater de alguns deles inclusive o meu... se não fosse eu ter tido essa experiência de viajar sozinho pra os EUA com 16 anos... e voltado com uma bagagem de ansiedade em mostrar o break dance nos lugares em que eu já frequentava e dançava...se não fosse eu...seria outro! RSRS-

    ResponderExcluir
  2. Hi there, I would like to get hold of the director Guilherme Botelho to ask permission to use segments from the documentary "Temos Da Sao Bento" in my documentary about global hip hop. Do you have contact details for him.

    ResponderExcluir
  3. Hi there, I would like to get hold of the director Guilherme Botelho to ask permission to use segments from the documentary "Temos Da Sao Bento" in my documentary about global hip hop. Do you have contact details for him.

    ResponderExcluir